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11 junho, 2012

MEC vai abrir no dia 18 inscrições para 30 mil vagas no Sisu

As inscrições para a segundaa edição do ano do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) serão abertas na próxima segunda-feira (18), de acordo com o Ministério da Educação. O prazo de inscrições termina no dia 22, e a primeira chamada será divulgada no dia 25 de junho. As inscrições devem ser feitas pela internet no site do Sisu.
Pelo sistema, os estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em outubro de 2011 podem disputar 30.548 vagas em 55 instituições públicas de ensino superior, sendo que 8.688 vagas serão selecionadas por meio de ações afirmativas.

Entre os dias 18 e 22, o MEC divulgará, todos os dias, a classificação parcial e a nota de corte dos candidatos para consulta. No próprio sistema, o estudante pode tirar dúvidas sobre notas de corte, datas das chamadas, período de matrículas nas instituições, resultados e lista de espera.

fonte: G1

09 junho, 2012

MEC autoriza criação de 1.615 vagas de medicina em universidades federais

Uma portaria do MEC (Ministério da Educação), publicada nesta sexta-feira (8) no Diário Oficial da União, autoriza a criação de 1.615 vagas em cursos de medicinas em universidades federais. Elas estão concentradas, principalmente, nas regiões Norte e Nordeste.

Nesta semana, o ministro Aloizio Mercadante anunciou um plano para aumentar o número de vagas na área em cursos públicos e particulares. Segundo ele, a meta é criar mais cerca de 2.500 até 2014.

As instituições que mais ganharam vagas foram o campus Médio Solimões da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), o campus Imperatriz da UFMA (Universidade Federal do Maranhão) e o campus Parnaíba da UFPI (Universidade Federal do Piauí).

No dia do anúncio do plano, terça-feira (5), o CFM (Conselho Federal de Medicina) criticou a abertura das novas vagas. Segundo o órgão, não faltam médicos no Brasil e o programa pode colocar em risco a formação médica.

fonte: UOL

07 junho, 2012

Ensina teu filho

Ensina a teu filho que o Brasil tem jeito e que ele deve crescer feliz por ser brasileiro. Há neste país juízes justos, ainda que esta verdade soe como cacófato. Juízes que, como meu pai, nunca empregaram familiares, embora tivessem filhos advogados, jamais fizeram da função um meio de angariar mordomias e, isentos, deram ganho de causa também a pobres, contrariando patrões gananciosos ou empresas que se viram obrigadas a aprender que, para certos homens, a honra é inegociável.

Ensina a teu filho que neste país há políticos íntegros, administradores competentes, autoridades honradas, que não se deixam corromper, não varrem as mazelas para debaixo do tapete, não temem desagradar amigos e desapontar poderosos, ousam pensar com a própria cabeça e preservar mais a honra que a vida.

Ensina a teu filho que não ter talento esportivo ou rosto e corpo de modelo, e sentir-se feio diante dos padrões vigentes de beleza, não é motivo para ele perder a auto-estima. A felicidade não se compra nem é um troféu que se ganha vencendo a concorrência. Tece-se de valores e virtudes, e desenha, em nossa existência, um sentido pelo qual vale a pena viver e morrer.

Ensina a teu filho que o Brasil possui dimensões continentais e as mais fertéis terras do planeta. Não se justifica, pois, tanta terra sem gente e tanta gente sem terra. Assim como a libertação dos escravos tardou mas chegou, a reforma agrária haverá de se implantar. Tomara que regada com muito pouco sangue.

Saiba o teu filho que os sem-terra que ocupam áreas ociosas, griladas ou devolutas são, hoje, chamados de "bandidos", como outrora a pecha caiu sobre Gandhi sentado nos trilhos das ferrovias inglesas e Luther King ocupando escolas vetadas aos negros.

Ensina a teu filho que pioneiros e profetas, de Jesus a Tiradentes, de Francisco de Assis a Nelson Mandela, são invariavelmente tratados, pela elite de seu tempo, como subversivos, malfeitores, visionários.

Ensina a teu filho que o Brasil é uma nação trabalhadora e criativa. Milhões de brasileiros levantam cedo todos os dias, comem aquém de suas necessidades e consomem a maior parcela de suas vidas no trabalho, em troca de um salário que não lhes assegura sequer o acesso à casa própria. No entanto, essa gente é incapaz de furtar um lápis do escritório, um tijolo da obra, uma ferramenta da fábrica. Sente-se honrada por não descer ao ralo que nivela bandidos de colarinho branco com os pés-de-chinelo. É gente feita daquela matéria-prima dos lixeiros de Vitória, que entregaram à polícia sacolas recheadas de dinheiro que assaltantes de banco haviam escondido numa caçamba.

Ensina a teu filho evitar a via preferencial dessa sociedade neoliberal que tenta nos incutir que ser consumidor é mais importante que ser cidadão, incensa quem esbanja fortuna e realça mais a estética que a ética. Convence-o de que a felicidade não resulta da soma de prazeres e a via espiritual é um tesouro guardado no fundo do coração – quem consegue abri-lo desfruta de alegrias inefáveis.

Saiba o teu filho que o Brasil é a terra de índios que não se curvaram ao jugo português e de Zumbi, de Angelim e Frei Caneca, de madre Joana Angélica e Anita Garibaldi, dom Helder Camara e Chico Mendes.
Ensina a teu filho que ele não precisa concordar com a desordem estabelecida e que será feliz ao unir-se àqueles que lutam por transformações sociais que tornem este país livre e justo. Então, ele transmitirá a teu neto o legado de tua sabedoria.

Ensina a teu filho a votar com consciência e jamais ter nojo de política, pois quem age assim é governado por quem não tem, e se a maioria o tiver será o fim da democracia. Que o teu voto e o dele sejam em prol da justiça social e dos direitos dos brasileiros imerecidamente tão pobres e excluídos, por razões políticas, dos dons da vida.

Ensina a teu filho que a uma pessoa bastam o pão, o vinho e um grande amor. Cultiva nele os desejos do espírito, a reverência pelos mais velhos, o cuidado da natureza, a proteção dos mais frágeis. .

Saiba o teu filho escutar o silêncio, reverenciar as expressões de vida e deixar-se amar por Deus que o habita.

Frei Betto é escritor, autor de "Alfabetto – autobiografia escolar" (Ática), entre outros livros.

05 junho, 2012

Mais de 2,3 milhões de candidatos já se inscreveram no Enem 2012

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2012 recebeu inscrições de 2,36 milhões de candidatos até as 9h de hoje (4). Segundo balanço divulgado pelo MEC (Ministério da Educação), neste sábado (2) e domingo (3), primeiro final de semana de inscrições, foram registrados aproximadamente 400 mil cadastros.

De acordo com o MEC, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia são as unidades da Federação com maior número de inscritos. No ano passado, foram cerca de 6 milhões de inscritos, mas o ministro Aloizio Mercadante já afirmou que deverá ocorrer um crescimento na participação desse ano.
As inscrições prosseguem até 15 de junho, exclusivamente em hotsite na internet. A taxa de inscrição permanece em R$ 35. Alunos que estejam cursando o 3º ano do ensino médio em escola pública estão isentos do pagamento. Os demais devem efetuar o pagamento até 20 de junho por meio de boleto gerado na inscrição.


fonte: UOL

31 maio, 2012

A maternidade não muda, o que muda é a maternagem

Pela maternidade, um feto nasce em qualquer lugar do mundo após completar nove meses de gestação. O “como” nascer depende das condições que o local oferece: parteira ou obstetra? A termo ou induzida? Parto normal ou cesárea? Em casa ou no hospital? De cócoras, deitada ou dentro da água? Seja como for, o feto vai nascer e isso não se discute. Essa é a voz da maternidade.
O crescimento e desenvolvimento biológico do filho está pré-determinado geneticamente, portanto vão acontecer de qualquer maneira, mas a sua qualidade e quantidade vai depender totalmente da maternagem que lhe for oferecida.

A maternagem começa a ser desenvolvida desde que o nenê nasce, pela maneira que tudo chegou a ele. O que chega ao bebê depende muito da qualidade de maternagem de sua mãe ou substituta.
O bebê é totalmente dependente de alguém que satisfaça suas necessidades de sono, alimentação, higiene, afeto etc. Sim, de afeto e especificamente de alguém a quem ele possa se apegar. Bebês sem afeto entram em depressão e podem morrer antes dos dois anos de idade. Se muda muito de cuidadoras, sem tempo de formar-se um vínculo de pertencimento, o bebê não sobrevive e se sobreviver pode sofrer sérias consequências psiquiátricas, mesmo que fisicamente possa estar bem.

No século 18, na França, havia um costume das mães entregarem seus bebês às amas mercenárias porque se considerava a amamentação um gesto de primitivismo animal. As mais ricas contratavam amas mercenárias para morarem nas suas casas e as mais pobres enviam seus bebês recém-nascidos às amas mercenárias mais pobres. Muitos bebês (15 a 20%) morriam já no precário transporte feito em carroças com outros bebês. Estas amas trabalhavam no campo do dia inteiro e deixavam os bebês fortemente enfaixados e pendurados para não serem incomodados pelos animais. Conforme região, até 80% dos bebês morriam até os quatro anos de idade quando voltavam para casa de suas mães. As mães logo contratavam uma governanta, depois um preceptor para seguir para o internato de onde saiam para o casamento. O governo francês percebeu a falta de crianças e fez uma campanha imensa para mudar a maternagem, desenvolvendo o tipo de mãe dedicada-devotada, sacrificando a própria existência, que vemos hoje. Para saber mais leia “Um amor conquistado: o Mito do Amor Materno”, da Elisabeth Badinter – Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. Elisabeth é filósofa e pesquisadora, com muitos livros publicados.

Com a emancipação da mulher, a maternagem ficou prejudicada. Não somente pela ausência física, mas pela falta de conhecimentos educativos. Geralmente, a mãe sente-se culpada por ficar tanto tempo longe do filho e tenta compensar agradando-o em demasia, atrapalhando assim a educação, pois o filho aprende a ser um amado tirano a comandar a vida dos adultos à sua volta... Faz mais falta o desconhecimento de como educar bem do que o tempo de convivência com o filho. O problema não está na mãe trabalhar fora, mas em não saber administrar esta ausência na particular e transitória situação de ser mãe de filhos na primeira infância.

Quanto mais novo e mais incapaz for o filho, mais cuidados ele requer da mãe. Entretanto, é a mãe que tem que saber que educar não é criar o filho para si, mas prepará-lo para ter autonomia comportamental, independência financeira e cidadania ética.

A maior responsabilidade da maternagem é tornar o filho independente dela.

Içami Tiba é psiquiatra e educador. Escreveu "Pais e Educadores de Alta Performance", "Quem Ama, Educa!" e mais 28 livros