Tenho sede do eterno apesar da minha decepção com os gerenciadores da verdade; apesar do horror que sinto pelos mercadejadores da esperança - eles infantilizam as multidões; apesar da minha ojeriza por quem manipula o sagrado com cinismo.
Busco uma transcendência que enfrente a verdade de existir com tudo o que a vida traz de bom e de ruim. Que o desejo de viajar até Paranapiacaba não me seja uma fuga, apenas uma esperança. Quero uma espiritualidade que reviva a voz profética; eu não me intimide de lutar contra todas as forças da anti-vida, do Anticristo, do demônico. Quero virar alquimista que faz renascer o sonho da cidade celeste.
Busco uma transcendência que acenda a flama do Espírito, esgote a soberba onipotente e revista a todos de virtude. Desejo a mesma bruma que tanto entesa a caravela como sacode a bandeira no bravo combate. Preciso da coragem que acompanha o sopro primordial. Só com o sussurro silencioso do Supremo assumo coragem de persistir.
Busco uma transcendência suave; delicada como o vôo das pombas, indefesa como o olhar do cordeiro, despretensiosa como o fluir do regato. Necessito esvaziar o desejo de reluzir e resgatar a riqueza da simplicidade. Ainda vou resistir o anseio pelo poder e lembrar a mim mesmo que toda sanha é luciferiana.
Busco uma transcendência que não fuja do palco da vida. Abro mão do mágico para consagrar o cotidiano, transubstanciar as águas inodoras em vinhos apetitosos, fazer do quarto de dormir uma cela de oração e tratar os amigos como discípulos e mestres. Rasgo mapas geopolíticos, desfaço as lógicas colonialistas e chamo a todos de irmãs e irmãos. Exorcizo o medo para empenhar a minha sorte na defesa das mulheres e homens de boa vontade.
Busco uma transcendência que ame tanto o belo como o disforme, o funcional como o deficiente; o lépido como o claudicante. Quero alimentar o meu ser com tudo o que for louvável e de boa fama. Ainda vou me emprenhar de virtude.
Sem porto para atracar, faço da vida um sempre por navegar, pois viver não é preciso.
Busco uma transcendência que enfrente a verdade de existir com tudo o que a vida traz de bom e de ruim. Que o desejo de viajar até Paranapiacaba não me seja uma fuga, apenas uma esperança. Quero uma espiritualidade que reviva a voz profética; eu não me intimide de lutar contra todas as forças da anti-vida, do Anticristo, do demônico. Quero virar alquimista que faz renascer o sonho da cidade celeste.
Busco uma transcendência que acenda a flama do Espírito, esgote a soberba onipotente e revista a todos de virtude. Desejo a mesma bruma que tanto entesa a caravela como sacode a bandeira no bravo combate. Preciso da coragem que acompanha o sopro primordial. Só com o sussurro silencioso do Supremo assumo coragem de persistir.
Busco uma transcendência suave; delicada como o vôo das pombas, indefesa como o olhar do cordeiro, despretensiosa como o fluir do regato. Necessito esvaziar o desejo de reluzir e resgatar a riqueza da simplicidade. Ainda vou resistir o anseio pelo poder e lembrar a mim mesmo que toda sanha é luciferiana.
Busco uma transcendência que não fuja do palco da vida. Abro mão do mágico para consagrar o cotidiano, transubstanciar as águas inodoras em vinhos apetitosos, fazer do quarto de dormir uma cela de oração e tratar os amigos como discípulos e mestres. Rasgo mapas geopolíticos, desfaço as lógicas colonialistas e chamo a todos de irmãs e irmãos. Exorcizo o medo para empenhar a minha sorte na defesa das mulheres e homens de boa vontade.
Busco uma transcendência que ame tanto o belo como o disforme, o funcional como o deficiente; o lépido como o claudicante. Quero alimentar o meu ser com tudo o que for louvável e de boa fama. Ainda vou me emprenhar de virtude.
Sem porto para atracar, faço da vida um sempre por navegar, pois viver não é preciso.
Ricardo Gondim
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